Aerdotes

De Aerdotes
Revisão de 14h16min de 5 de julho de 2023 por Ricardo (discussão | contribs)
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Sistema composto de um mundo fantástico criado por Ricardo Bermejo e sistema de regras que traz diversas mudanças em relação ao D20 com misturas do sistema Daemon adaptadas para esse universo assim chamado de Aerdotes.

Acreditamos que o nada do universo sempre existiu ou então foi criado. Em "A Era dos Tempos", assume-se que ele sempre existiu até que se prove do contrário. Não haviam planetas, nem estrelas... absolutamente nada.

Havia-se um infinito nada, e deste nada surgiram os deuses, mundos, e tudo mais que se tem notícia. Porem, sendo um nada, como é possível que se crie algo?

Teorias

A chamada teoria do caos, cuja principal idéia é de que sempre há ordem na desordem e sempre há desordem na ordem, pode ser aplicada perfeitamente nesse universo. Então mesmo que ele se mantenha em sua plenitude de silêncio e calmaria, em dado momento, alguma coisa acontece. Muitos sábios acreditam que a monotomia criou energia suficiente para que algo fosse capaz de dar um ponto de partida durante bilhões de anos sem desenvolvimento.

Conclui-se então que a única coisa capaz de ser criada pelo nada é a energia, que podemos simplificar imaginando nos nossos dias atuais diversas de milhares partículas de átomos (carregadas elétrons positivos e negativos).

Por lei natural, esse átomo tende-se sempre a se únir com outros átomos de energia oposta (carga positiva se atrae com negativa e vice versa). Dessa maneira, iriam se juntar diversos e diversos átomos, até que a fonte de energia seja tão elevada ao ponto de começar a repelir a união de novos átomos próximos. E a isso que muitas teorias científicas explicam o nascimento das estrelas, dos planetas e de nossa perfeita existência.

Aqui começa o prelúdio de A Era dos Tempos.

Prelúdio

Foram necessários muitos e muitos anos até que surgise a primeira concentração de atomos. Como não existia nada, a energia que se juntou foi tão grande capaz de formar uma estrela de tamanho quase imaginável. A constante transformação e movientação dos atomos, acabou gerando algo interessante que seria a inteligência.

Inteligência esta, que fez com que a primeira estrela do universo fosse capaz de pensar e tomar suas próprias decisões. Ficou conhecido pelos sábios como Aerdotes, e essa massa de inteligência foi capaz de foi capaz de criar através de sua capacidade de repelir a energia ao redor, uma concentração de energia em um único ponto - chamaremos de planeta.

Sem noção de tempo, espaço, ou qualquer outra lei que exista (era inteligente apenas no ponto de saber o que era capaz de fazer com o que tinha). Mas algo saiu como ele não esperava. A imensa bola de energia - que seria o primeiro planeta - foi criada, mas se perdeu no universo por não ter nenhuma base de sustentação.

Aerdotes ficou muitos anos pensando como usar seu poder com mais eficiência, e realmente obteve algum êxito quanto a isso. Ele decidiu que iria prender seu planeta para que seu planeta não ficasse sem rumo no universo. No entanto, ainda assim ele não sabia como prendê-lo, até que teve uma idéia, que era de construir uma barreira, também feita de energia, que concentrasse um número de cargas opostas para que se mantesse repelidos.

Criou uma caixa. Uma imensa caixa cheia de veias, e as vezes, a propria energia que corre e se renova formam desenhos estranhos aparentemente sem significado, mas interessantes. Ao topo desta caixa ele fixou uma corrente e na extremidade dela o seu planeta, que agora se mantinha fixo.

Empolgado, dizem que ele construiu outras caixas iguais, colocando um planeta da mesma forma nelas. De qualquer forma, mais tarde, ele decidiu criar uma outra forma de vida capaz de pensar e então ele poderia deixar e ver por si só como uma energia oposta a aquelas do universo se comportaria dentro de uma caixa.

Com um pouco de esforço, manipulou sua massa celeste a ponto do atrito existem cair em combustão e queimar. Se transformando em uma espécie de sól, ele mandou uma pequena chama para dentro de uma das caixas, onde lá, essa chama provida de poder, mas pouca inteligência tentaria sobreviver com o que tinha.

Abaixo um trecho incompleto retirado de um livro muito antigo que dizia-se sobre o surgimento de Aerdotes.

Cosmogênesi

Cosmogênesi (1:1): No princípio, não havia nada. Posto esse que o nada se transformou em tudo a partir do envolto caos persistente em todo lugar, sobre todas as coisas, e principalmente, em tudo onde nunca há nada.

Cosmogênesi (1:2): O caos gerou uma partícula tão minúscula quanto imaginável, e essa partícula não tinha vida nem inteligência alguma, mas podia vagar pela imensidão incolor que perpetua todo o universo.

Cosmogênesi (1:3): A única, e ainda assim impotente partícula do universo, encontrou outra semelhante a ela, unidas por uma força desconhecida que as atraía uma para outra, incondicionadas pela união que não provinha de sentimentos, mas de oportunidades.

Cosmogênesi (1:4): Duas partículas unidas. Logo foram três, e quatro e cinco. A contradição sobre o nada mostrou-se errada, pois ali surgia algo grande e concentrado, vindos de todo o lugar do universo para que mesmo invisíveis pudessem estar unificados.

Cosmogênesi (1:5): A grande massa desenvolveu seu próprio instinto. O instinto gera a vida, e a verdade sobre o nada ser o intelecto do mundo fez-se verdadeira. Havia ali o Deus despertado para a nova aurora.


Cosmogênesi (2:1): A entidade sem nome, já ciente de sua vida, começou a vagar pelo universo sem rumo algum, descobrindo por si que ainda atraía novas partículas para aumentar seu corpo. Soube em sua própria dedução que estava expandindo, tornando poderosa e imortal, embora não soubesse o que fosse o poder ou a imortalidade.

Cosmogênesi (2:2): Os sábios que viriam no futuro distante chamariam essa entidade de Aerdotes, cujo motivo e etimologia de tal denominação caberia a ser explicada por eles em seu devido tempo.

Provérbio 1: Ninguém pode dar a ti uma resposta se ainda não houver oportunidade para a pergunta.

Provérbio 2: O instinto é a capacidade de ser guiado pelo sentimento, aberto a todos os acontecimentos sem levar pra si a dúvida daquele acontecimento; O raciocínio é a capacidade de criar as perguntas; e a inteligência é a capacidade de dar as respostas para as perguntas que no passado vieram através do instinto.

Cosmogênesi (2:3): Aerdotes evoluiu seu instinto, e eventualmente fez a primeira questão que transcendeu o raciocínio; disse: "Onde estou?". Seu dizer era metafórico, não através de palavras escritas ou proferidas; era ele dizendo para si, e de alguma forma, sabia que de si dizia para todo o resto.

Cosmogênesi (2:4): Não havia ninguém que pudesse responder para Aerdotes, porque mesmo com a união de milhares de partículas unidas a si, ele era o único que podia guiar todas elas. Toda escuridão envolta de si, sem constatar o chão ou a extensão do próprio corpo tornou sua dúvida retórica. Ele estava ali, não importa onde ali seja.

Cosmogênesi (2:5): Aerdotes precisava liderar a si e a todos aqueles - mesmo que invisíveis, insignificantes, e nada além de partículas - para algum lugar, tempo ou dimensão que causasse um evento novo e mudasse seu destino. Aerdotes não conhecia o destino, e não conhecia absolutamente nada sobre lugar, tempo e dimensões.

Provérbio 3: A fé não surge quando se delega um objetivo, mas sim quando a conclusão desse objetivo se torna clara e visível.

Cosmogênesi (2:6): O próprio Deus, único em um universo desconhecido imposto diante de si continuou esperando que alguma coisa nova acontecesse. Só isso poderia motivá-lo a conhecer outra questão. Seria o tal evento uma espera real ou insignificante, nada era capaz de abalar a paciência de Aerdotes. Diz-se que aí entende-se porque a paciência é uma virtude; ela era a única coisa capaz de mudar o curso da toda história escrita até então.

Provérbio 4: Suas virtudes são as coisas únicas que você faz em seu convívio. Ser virtuoso é mais importante do que ser o melhor em seu trabalho, porque o trabalho é uma ferramenta substituível por outro, mas a virtude - posto que é única - jamais pode ser substituída por outro diferente de ti.

Cosmogênesi (2:7): Passaram-se milhões de anos de espera, ou talvez muito mais do que isso. A noção de tempo quando relacionada a espera multiplica minutos em horas, e horas em meses. O tempo do universo corria de modo tão lento que antes de surgir a primeira partícula nas sombras do vácuo, o tempo levava milhares de anos para mover um ponteiro de segundo em nosso relógio mundano. Cosmogênesi (2:8): A verdade sobre o tempo, mesmo que provada em contradição por toda metamagia de vosso mundo, é que ele não pode ser parado, avançado ou retrocedido. O avançar do tempo pode apenas ser diferente em ocasiões diferentes e para espécies diferentes.

Provérbio 5: A vida também é responsável pelo próprio tempo em que percorre. As duas são aliadas e inimigas ao mesmo tempo, uma roubando a irmandade da outra enquanto viver dure o maior tempo possível. Quando a vida acaba em um ser-vivo, o tempo também acaba para aquele ser-vivo. Mas, oportunas e sagazes, a vida e o tempo continuam a transcorrer juntas para todos os outros que ainda não provaram do beijo da morte.

Cosmogênesi (2:9): Repete-se a essência da verdade sem provas: Passaram-se milhões de anos de espera, que agora não mais podem ser contados. Aerdotes não tinha paciência porque ainda não a conhecia, embora fosse paciente desde quando se deu conta que era algo vivo.


Cosmogênesi (3:1): A massa, o tamanho, o poder e tudo o que se resumia a Aerdotes colocou uma nova questão que ainda não possuía resposta. Em seu íntimo, ele sabia que todas as incontáveis partículas em seu corpo tinham que estancar o crescimento. O poder, caso continuasse em tal eterna expansão, iría fazer explodí-lo para se tornar o nada novamente.

Cosmogênesi (3:2): Talvez houvessem outros Aerdotes antes do atual. Talvez todos os outros morreram porque não souberam como se livrar do poder que vinha incondicionalmente até eles. Ser um Deus é atrair o poder sem fim, mas o poder sem fim é digno de romper a barreira da lucidez. Deuses loucos em vosso mundo é o que ninguem desejaria encontrar.

Cosmogênesi (3:3): Aerdotes começara a ficar louco. Começará a criar a necessidade de descobrir o que fazer com seu poder antes que explodisse. Antes que milhares de fagulhas daquela explosão invisíveis voltassem aos céus, ele entrara em uma questão da qual sua inteligência não conseguia obter respostas.

Provérbio 6: O poder não pode ser ilimitado, nem baixo e nem suficiente; pois àqueles que assim o almejam, morrem antes de concluírem qual o verdadeiro propósito de tanto poder.

Cosmogênesi (3:3): Sábios, Arcanos do mundo antigo se arriscaram a descobrir onde foi que Deus tinha errado. No princío relutaram em dizer que a perfeição vinha dele, mas depois, fizeram seus primeiros questionamentos. Dúvidaram de algo em segredo, pois sabiam que o mundo inteiro iria ser contra eles, e assim condená-los a morte.

Cosmogênesi (3:4): Talvez não houvesse erro algum. Talvez o erro não exista, pois muitas vezes aquilo que definimos como erro é o correto a ser feito. Aerdotes podia ter errado, planejado ou estrategicamente colocado uma pergunta para ser respondida no futuro.

Cosmogênesi (3:6): O fator principal, e principal motor do universo foi a questão básica que trouxe a locomoção de um Deus pelo mundo que não podia ver. Assim, a fé surgiu diante daquele objetivo vindo a urgência. Aerdotes não conhecia a morte, mas agora conhecia a vida, e sabia que ela era tão bela que não poderia deixá-la ser abatida por nada nesse mundo. Deus amou a vida, e isso ainda seria repetido ínumeras vezes por inúmeros trovadores do mundo moderno.

Cosmogênesi (3:7): O primeiro sentimento básico do mundo, concluem aqui os sábios, é o senso da descoberta. A descoberta é aquilo que movimenta o seu instinto primitivo e impulsiona o ar da inocência gravado em ti, e por isso é o mais valioso de todos os sentimentos.

Cosmogênesi (3:8): Um novo grupo de sábios dirá que o Amor é o sentimento mais importante do mundo, pois é com ele que se dá o valor a vida. Mas para o Deus daquele mundo sombrio, foi o amor que lhe fez progredir com a própria existência, e ainda assim continuar livre para novas descobertas. Essa é uma briga de conceitos, e a pergunta que merece reflexão já é conhecida: Qual o sentimento mais importante do mundo?

Cosmogênesi (3:9): Deus amava a vida, e foi por ela que ele lutou para conseguir estagnar o poder e evitar entrar em uma explosão universal. A entropia ainda era irreversível, mas talvez houvesse uma forma de torná-la reverssível. Deus amava a vida, mas a vida ainda não o amava. Faltava algo capaz de transformar a paixão de ambos em uma constante recíproca.

Cosmogênesi (3:10): "Qual o sentimento mais importante do mundo?", ainda seria uma pergunta fruto de eternas formas de filosofia. O senso de descoberta ou o amor? Qual seria estaria no ápice de todas as coisas? Um terceiro sentimento faltou ser colocado em debate por aqueles mortais, e talvez isso explique o porque de serem mortais. Aerdotes conquistara a imortalidade da mesma forma que descobrira como conquistar o verdeiro amor da vida. Deus teve fé.

Cosmogênesi (3:11): A fé foi o evento esperado durante milhares de anos, e finalmente aconteceu. Em algum dia imemorável, o universo tremeu. A explosão que cedia toda a carga de seu poder se perdeu, mas graças a isso Aerdotes continuou vivo. Aerdotes sabia que dali a novos milhares de anos ele teria que explodir parte de si, para que pudesse continuar vivo.

Provérbio 7: As mais fantásticas demonstrações e espetáculos do mundo aconteceram sem que houvesse ninguém para presenciar.Provérbio 8: A razão do amor é ceder partes de si, mesmo que isso lhe pareça um sacrifício. Apaixonar-se por alguém é estar compelido a almejar algo a mais que não seja o poder, e sim a felicidade. A felicidade também se tornou um sentimento importante, mas antes que possa ser feliz, é necessário muitos sacrifícios por esse feito.


Cosmogênesi (4:1): Aerdotes aprendeu, passo esse que sua sabedoria elevava, a domar o poder dentro de si. Conseguir transformar, controlar e entender tudo o que possuía lhe permitiu, pela primeira vez, dar-lhe a habilidade da criação. Criações simples e poucos complexas, mas que desafiavam qualquer lei imaginada por alguém.

Cosmogênesi (4:2): O universo em sua imensidão infinita, era gelado e escuro, impalpável e solitário. Aerdotes tentou mudar aquele cenário, interagindo de tal modo que suas ações se tornassem grandiosas e de grande impacto no futuro que ainda estava por vir.

Cosmogênesi (4:3): O poder das explosões gerava o calor graças ao atrito, força e fúria do movimento das partículas. O calor, em um nível elevado e terrível, ainda era negro e invisível, impalpável e escuro como tudo mais ao seu redor.

Cosmogênesi (4:4): O calor se transformou em fogo negro, terrível e cruel, que movia pelo mundo de modo inamimado. Aerdotes sabia que, assim como ele, um dia aquele pedaço de chamas invisíveis poderia ter intelecto, e logo depois raciocínio, e por fim a inteligência que lhe daria a sabedoria. Aerdotes não queria compartilhar o amor da vida com mais ninguém, e em sua posição egoísta ele sabia que precisa ver o fogo que havia criado para que houvesse como manter o controle.


Cosmogênesi (5:1): Deus criou a luz. E a luz só se fez porque existia a escuridão, que abundante e imóvel permitia ser controlada. Deus iluminou as chamas negras, e tal mistura de essencias culminou no Fogo que hoje conhecemos com um dos elementos básicos presentes na vida.

Cosmogênesi (5:2): Assim que a luz foi criada, Aerdotes fez a sua maior Descoberta desde então. A luz não apenas permitiu conhecer a visão, mas lhe permitiu enxergar pontos de luz fosca em muitos lugares distantes. Não eram estrelas, nem planetas nem nada que se possa ser traduzido pelos conhecimentos mundados. Pois aqueles pontos de luz não eram realmente a luz em si, mas apenas reflexos do Fogo que agora existia.

Cosmogênesi (5:3): Aerdotes investigou os reflexos e descobriu que eram outros pontos de massa semelhantes a ele se acumulando. Dali a outros milhares de anos poderiam haver novos Aerdotes. Estava encantado em descobrir que seu corpo não era invisível como pensara, mas que seu corpo, ainda que sem forma alguma, podia refletir a luz que vinha de Firego.

Cosmogênesi (5:4): Deus então questionou à seu modo, mas que se traduzido pro nós seria isto: "Nasci porque meu corpo absorvia a materia. A materia existente na escuridão se atraía até mim porque eu era a fonte gravitacional de tudo o que existe. Porque então existem outros, formadas da mesma matéria que a minha, mas que não se atrem até mim?"

Cosmogênesi (5:5): A resposta viria através do tempo - e depois de muito tempo - através dos estudos de Alquimia. A Alquimia provara que muitos corpos podem ser parecidos por dentro, mas diferentes por fora. Matéria, átomos, partículas; tudo o que a ciência tentaria explicar já fizera parte de uma pergunta por quem nunca suspeitaram que assim o fizesse.

Cosmogênesi (5:6): Deus considerou que os corpos que não atraiam nada para si fossem os corpos abandonados pela vida, pois ela não poderia ceder seu amor a mais ninguém se não ele. Ali entendeu que isso era a morte, e isso era o preço que outros deveriam pagar caso tentassem ter o mesmo amor pela vida.

Cosmogênesi (5:7): Muitos se passaram, e o Fogo também se adaptou a inteligência ao fazer sua primeira questão elementar sobre onde estava. Aerdotres gostou do Fogo e o criou como se fosse seu filho. Seu nome foi Firego, mas não foi esse o nome dado pelas entidades absolutas do universo. Para elas o nome não havia importância, e por isso não existia.

Cosmogênesi (5:8): Firego amou a Deus como um filho amaria o pai. Mas eles eram solitários por que o universo era solitário. Ainda não existiam estrelas, nem galáxias e nem a beleza que os homens preveligiados do futuro viriam a conhecer.

Provérbio 9: Amai aqueles que lhe criaram acima de todas as coisas. Pois, no fim de todas as coisas, sem eles você não teria como amar mais ninguém.

Cosmogênesi (5:9): Firego amou a vida muito mais do que um filho amaria a própria mãe. Por isso, Aerdotes explodiu em fúria, e pela primeira vez teve o desejo de matar. Mas Aerdotes não sabia como matar sua criação, pois nunca havia imaginado tal experiência. Foi aquele ódio compenetrado em si que evitou que afastou sua fé. E sem fé Firego não poderia ser morto por ele.

Cosmogênesi (5:10): Aerdotes desistiu de matar Firego, pois foi tentado por uma oferta mais plausível a seus conhecimentos. Como dono de todo o poder do universo, aquele Deus furioso quis demonstrar que seu poder não tinha limites, e assim buscou prender Firego para sempre.

Cosmogênesi (5:11): Fora criado uma caixa tão gigante mesmo para os olhos dos Deuses, como infinita para os olhos dos homens. A caixa seria a prisão de Firego, cujas paredes seriam tão largas e pesadas que nenhum poder seria capaz de destruí-la.

Cosmogênesi (5:12): Aerdotes trancou Firego naquela caixa gigantesca, selando para ele seu próprio universo. Acreditou que isso faria com que a vida os abandonasse. Mas ela não os abandonou, e Firego conseguiu para si a liberdade, mesmo que estivesse preso. E mais do isso, conseguiu o amor da vida e o próprio universo para governar sem que ninguém tivesse como interferir.

Cosmogênesi (5:13): Deuele fora o arquiteto daquela caixa, que com sua maestria divina a tornou invólucro sobre tudo. E se havia uma única certeza de que fizera a coisa certa, essa certeza vinha de um novo sentimento nascendo em si. A esperança de que agiu corretamente.

Cosmogênesi (5:14): A mesma esperança tomava Firego de uma maneira diferente; pois dentro da caixa sentia-se protegido, sentia-se dono de tudo. E ele ostentava a esperança de que viveria assim por toda eternidade. E toda caixa que ostenta esperança só receberia um nome no futuro, onde sábios evocariam suas mitologias para contar ao próprio modo a origem da Caixa de Pandora.

Cosmogênesi (5:15): A nova ordem mundial começara ali, e mesmo Aerdotes haveria de ser esquecido por todos.


Pergunta da fé: Como a história da Cosmogênesi chegaria ao ouvido dos humanos, se a verdade absoluta e eles estava em suas próprias divindades, que de forma absoluta não permitiam enxergar o passado. Milhões de sábios poderiam existir e procurar por qualquer nota sobre Aerdotes, mas ainda não encontrariam por que as mesmas não existem. Não há vestígios do nascimento de um Deus Absoluto para os nosso mundo, então como haveriam de acreditar e confiar em sua existência?


Novamente, a pergunta é retórica, e a fé, como já explicada em todos os sentidos é mais uma vez a única capaz de apresentai-vos a solução. Acreditar naquilo que não se pode provar é o valor da ignorância aliada a coragem; é a verdade suplantada em teus olhos para quem quiser enxergar. É ver o invisível, e em fim, enxergar o além - para muito mais do além.

Todos os versículos da Cosmogênesi de Aerdotes fazem parte da bíblia de mesmo nome, que remonta as crônicas iniciais do mundo de Deron até o desaparecimento dos Deuses do mundo antigo.